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7
set

elizangela04por Elizangela Silva

A corrida de rua entrou em minha vida como uma lição: eu precisava aprender que eu posso sim chegar onde eu quiser, eu precisava aprender a ser mais confiante em mim mesma, eu precisava sentir a emoção contagiante ao cruzar uma linha de chegada.

Eu sempre gostei de esportes, quase todas as modalidades, admirava as pessoas fazendo algo que gosta, fazendo por prazer e pela saúde. Gosto muito de observar as pessoas correndo pelas ruas. Sempre assisti a São Silvestre pela TV e me imaginava um dia correndo também entre aqueles atletas.

Mas eu não entendia nada sobre esta modalidade, então desistia. Nem tênis eu tinha, no meu armário só havia sapatos, sandálias e muitos de saltinhos.


Quando adolescente eu queria ser ciclista, gostava de pedalar, mas acabei sofrendo um acidante que me forçou a esquecer esse sonho.

Uma de minhas irmãs junto com uma amiga dela tinha uma pizzaria na Praia Grande e eu gostava de passar os finais de semana lá com elas e tinha o costume de pedalar enquanto elas fechavam a pizzaria, já que nesse horário não havia tráfego na avenida.

Eram 4 horas da manhã do dia 26 de janeiro de 1997. A avenida estava deserta, como de costume. Essa madrugada foi diferente das anteriores, do nada surgiu um carro em alta velocidade, só me deu tempo de ouvir alguém que estava na pizzaria avisando sobre o carro, mas eu não conseguia passar da guia para a calçada e o carro, segundo o pessoal que presenciou, não tentou desviar de mim, a pista era larga e estava vazia, mas mesmo assim, não desviou!

 

Tombei pelo capô, passando pelo teto do carro e caindo já desacordada no asfalto. Fiquei em coma (não sei por quantos dias) e logo que acordei percebi que não escutava, só via o balbuciar das pessoas que falavam no quarto.

Bateu um desespero e acho que tentei sair correndo, mas minhas pernas estavam muito fracas, e não sei se caí, mas apaguei novamente, quando eu acordei já estava em uma sala para realização de novos exames.

 

Feito outros exames, constataram que eu havia perdido a audição e não falava direito devido ao traumatismo craniano.

Alguém consegue imaginar como foi minha vida daí pra frente? Até hoje não consegui recuperar minha audição e tive que aprender a viver assim.

 

Eu era cheia de planos para o meu futuro, já sabia o que eu queria ser quando crescesse e estava correndo atrás, mas… a vida tinha outros planos para mim e por isso estou aqui…

Em minhas orações, sempre gradeço a Deus, por ter me dado uma nova chance para eu conseguir aprender muito sobre a vida e suas lições, mas sempre suplico minha audição de volta, para que eu possa fazer melhor o bem que faço aos outros.

 

Não vamos chorar, a história aqui é outra, rs…

 

Tive a sorte em entrar para o time ESPN Brasil. Através da Mary, a primeira pessoa com quem fiz amizade, conheci muitas pessoas que praticam esporte de diferentes modalidades.

Fui conhecendo um a um e fazendo amizade, sou muito comunicativa e isso me ajuda bastante.

 

E assim cheguei até o Escobar (ADM) e descobri que ele também é corredor. Fui convidada por ele a participar da Maratona de Revezamento Ayrton Senna em 2007, fiquei tão nervosa e não fui. No ano seguinte recebi o convite outra vez. Decidi ir, mas ainda estava muito insegura, filmes rodavam em minha cabeça, na frente estava aquele medo terrível de uma má experiência no final.

Eu tinha o apóio dessa amiga, que acreditou na minha capacidade desde o começo, me incentivava e não deixava eu desistir. Dizia que iria no evento pra me ver correndo.

 

Fui até a sala do Escobar por umas 3 vezes quase que desistindo de correr. Na última vez, depois de 30 minutos mais ou menos, saí de lá muito confiante depois das palavras que ouvi dele, entre elas, as que não esqueço (”vá devagar e não pare”) me caíram como um bálsamo, espantando o medo. Já me via cruzando a linha de chegada… sempre as repito para mim essas palavras, quando estou em treinos ou em provas. Por isso, até aqui não me preocupava muito com tempo, prefiria  pensar mais em mim, como eu terminaria a prova e se eu ficaria muito dolorida nos dias seguintes… Em pensamentos, eu falava pra mim: “Tenho um sonho e vou correr atrás. Sei que ainda tenho muito tempo, por isso, vou devagar e nunca vou parar”.

 

Quando comentei sobre a idéia de correr os 5 km Ayrton Senna, meu namorado riu e perguntou se eu sabia a distância que era. Pediu para eu não correr naquele ano, pois eu precisaria de muitos treinos e exames médicos. Eu sabia que ele estava certo, mas mesmo assim fui teimosa e comecei meus treinos nas ruas de casa e na esteira. Não marcava distância nem tempo, só sei que me cansava em menos tempo do que esperava. Mesmo assim eu não parava nem pensava em desistir. Enquanto eu corria,  imaginava-me uma corredora na São Silvestre. As pessoas me olhavam pelas calçadas (nunca consegui saber se era pra rir de mim, não sei se eu corria bem ou desajeitada, mas, em meus pensamentos, essas pessoas estavam me apoiando rs…)

 

É muito importante ouvir a si mesmo(a). Gosto de pedir opinião, mas sempre escuto o que meu “Anjo” me diz.

Em todos os desafios que surgem em minha vida lembro-me da estória daquele sapinho, o único que alcançou o topo da torre, enquanto a multidão gritava: “OH, É DIFÍCIL DEMAIS”!! “ELES NUNCA VÃO CHEGAR AO TOPO”!! “ELES NÃO TÊM NEM UMA CHANCE DE SUCEDEREM, A TORRE É MUITO ALTA”!! Ele (sapinho) não desistia e continuava a subir, todos os outros sapinhos foram desistindo um a um, menos ele, que com muito esforço conseguiu atingir o topo. Depois, todos os outros sapinhos queriam saber como ele conseguiu forças para atingir o objetivo. E o resultado foi que o sapinho campeão era surdo. A moral da estória: Em muitas vezes não devemos dar ouvidos ao que as pessoas falam, porque não são raras as vezes que nos tiram nossos sonhos e desejos mais maravilhosos. Aqueles que Deus colocou em nosso coração!

“Não podemos mudar o pensamento das pessoas, mas, antes de decidir algo para nós, podemos e devemos sempre ouvir nosso coração, nosso pensamento”!

 

No dia do evento, encontrei com a Mary e seguimos para a TV. onde o pessoal da equipe ESPN nos esperava para seguirmos para Interlagos. Não consegui fazer o desjejum e minha barriga sentia frio sempre que eu lembrava que eu estava na van porque eu estava indo onde eu nunca tinha ido e pra fazer o que eu nunca havia feito antes.

 

Uma hora depois que já estávamos lá, meu namorado ligou avisando que estava chegando no autódromo. Senti um medo enorme de fracassar e ser cobrada por ele, por eu não ter dado ouvidos ao que ele dizia. Minutos depois ele estava lá, tirando fotos e vibrando por mim. Quando o vi, minhas pernas tremiam, mas eu tinha que ser forte e nem pensar em reclamar que meu pé doía de tanto medo, pois havia corredores de muitas cidades e eu, muito assustada, pois nunca consegui assistir a um evento como este a não ser pela TV.

 

Lembro que não consegui nem falar com o repórter e atleta da ESPN Edu Elias, que estava fazendo uma matéria sobre o evento e que iria correr também. Engasguei e entrei em pânico. Mesmo assim, consegui atingir o meu objetivo, fazer o percurso e chegar inteira ou quase inteira.

Na hora que recebi a medalha é que foi emocionante, meu coração batia descompassado e fiquei quase que em choro de tamanha felicidade, queria ficar o resto do dia com a medalha no pescoço e usando a camiseta do evento, pra mostrar para todo mundo que eu corri… corri e descobri um mundo novo. E nesse mundo das corridas é onde quero ficar.

 

De presente do meu namorado, ganhei um site onde postamos fotos e vídeos de cada evento. Lá é onde deixarei minhas experiências e aprendizado em cada prova e treinos. Hoje, ele, muito empolgado, não reclama de ter que acordar muitas vezes às 5h para me acompanhar nos eventos, tirar fotos e filmar minha largada e chegada. E, a cada prova completada, sinto que ele está tão feliz quanto eu e o resto do dia ficamos comentando sobre a prova e coisas engraçadas que nos aconteceu. O medo foi embora a partir de minha segunda prova, a 7 km Oral B.

Comecei a buscar pela internet tudo sobre corridas e corredores, treinava em casa sozinha, mas algo não me deixava contente, pois eu nem sabia o que era treino, apenas corria.

Conheci o Luciano Prado, que é funcionário da ESPN também, e comecei a entender mais sobre a modalidade. No meu trabalho sempre que posso procuro corredores da ESPN para trocar idéias sobre corrida e falar de nossos objetivos alcançados e quais desejamos alcançar.

 

No final de abril deste ano, através do Denis Gavazzi,  editor e vencedor do desafio Vamos Correr, conheci o mestre Wanderlei de Oliveira e alguns de seus alunos da equipe de corredores da Run For Life. Este foi outro sonho realizado, uma equipe para treinar, um treinador com muitas histórias pra contar sobre as corridas e seus desafios já vencidos e os muitos que ainda pretende vencer. 

 

Comecei meus treinos com toda garra e vontade de aprender. Depois de algumas semanas de treinos com quem realmente entende, senti que eu estava muito bem, corria 30min e não ficava tão ofegante. Eu  já me via correndo os 10 km. 

 

De novembro de 2008 até aqui, já corri 13 provas. Entre elas, há duas que vão ficar para sempre em primeiro lugar na minha memória. A primeira é a prova do dia 20/06/10, na qual eu corri 5 km em 26min. Meu tempo abaixou bastante. Antes eu fazia 5 km em 32min e não conseguia baixá-lo. Isso me deixava triste e sem entender o que não estava bem e só descobri depois com o Rubens (coordenador técnico da RFL) e o mestre Wanderlei de Oliveira. A segunda é a de meus primeiros 10 km, na prova dos Bombeiros (04/07). Eu pensava que completaria a prova em 75min e completei em 66min.

 

Agora estou treinando pra correr a prova de São Silvestre, que é outro sonho que com certeza irei realizar. Até lá participarei de outras provas, mas meu foco está lá, nos 15 km do último dia do ano.

 

Corro porque a vida é um desafio e aprendemos a cada dia algo melhor, servimos de exemplo para muitos que não acreditam em si.

“Olhe para o céu, abra os braços, sinta a presença de Deus e agradeça pelo presente que tens, que é a vida, cuide bem deste presente!”

Hoje sei que ajudarei muitas pessoas a correr em busca de seus sonhos!

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25
ago

PREPAREM-SE, pois restam apenas 03 dias para a Trilha de NAUFRAGADOS

1. PROGRAMAÇÃO PARA SÁBADO, 28/08

09h00 – PONTO DE ENCONTRO (no estacionamento da Dª Denair na Rua Baldicero Filomeno, 20.490 – Ponto Final do Ônibus da Caieira da Barra do Sul a 36Km do centro de Fpolis. (Ver Mapa geral no anexo).  Valor da diária no estacionamento: R$ 5,00 por veículo;

09h15 – ORIENTAÇÕES DE SEGURANÇA, ALONGAMENTO, ENTREGA DOS KITS (Lanches individuais distribuídos antes da trilha aos participantes);

09h30 – INÍCIO DA TRILHA;

13H00 – TÉRMINO DA TRILHA (A previsão do término poderá oscilar um pouco, pois é relativo ao desempenho e pontualidade dos participantes);

13h30 – ALMOÇO COLETIVO (ao término da trilha, iremos todos de carro, percorrendo o caminho de volta em direção ao centro pela rua Baldicero Filomeno, altura do nº 4.500 para o almoçar no restaurante: ENGENHO DO VÔ com culinária típica Açoriana – Ver site: http://www.cmwd.com.br/engenho/?p=engenho  – Fone: 3337.4696                                                                                        

Obs. O cardápio acordado para os trilheiros, contempla peixe, carne e/ou frango, com direito aos acompanhamentos típicos açoriano (feitos em panela de barro) e bebida.  Aos convidados dos colaboradores da Tractebel, foi acordado com o restaurante um valor único de R$ 15,00 por pessoa, porém, os colaboradores da Tractebel continuam isentos de qualquer valor.

15h00 – PREVISÃO PARA O RETORNO (calcula-se que até este horário, todos já tenha feito suas refeições, porém, o horário de retorno é livre).

2. CONFIRMAÇÃO

Para você(s) trilheiro(s), que ainda não confirmou, solicitamos que o faça, retornando para este mesmo e-mail (vanderlei.moreira@runforlife.com.br)  até o dia 27/08, sexta, ainda pela manhã, informando os seguintes detalhes para providenciarmos a compra dos Kits e a reserva no restaurante:

Nome Completo do(s) participantes(s) + celular do colaborador Tractebel.

Obs. encaminhem este aos colegas ou convidados que não tivemos o acesso. Obrigado.
Saudações Eco-esportivas,

___________________________
Vanderlei Moreira
Run For Life – Assessoria Esportiva
vanderlei.moreira@runforlife.com.br
www.runforlife.com.br
48 9944.4559 (matutino)

 foto_programacao

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25
ago

Restam apenas 04 dias para a trilha de Naufragados 

Portanto, reservem seus pertences e preparem suas mochilas, pois para quem ainda não sabe o que levar, atente-se às “dicas” do que talvez, não poderá faltar! 

-  Protetor Solar;
-  Repelente;
- Boné;
-  Câmera Fotográfica ou Filmadora;
- - Espaço para o Kit-Lanche (este, será fornecido a cada um dos trilheiros contendo: um gatorade, duas águas, uma barra de cereais e uma ou duas frutas);
- Saquinho para o Lixo (e o meio ambiente sempre nos agradece);
- Um par de Tênis e Camiseta extra (caso necessite trocar devido ao riacho, praia, etc);

Orientações
: o conforto do vestuário para a trilha, influencia a qualidade da caminhada.

Até esta quarta ou quinta, no máximo, enviaremos a programação completa, já com detalhes do restaurante escolhido para o final da trilha.

Obs. Por favor, encaminhem este aos colegas que ainda não receberam.

 Saudações Eco-esportivas,

___________________________
Vanderlei Moreira
Run For Life – Assessoria Esportiva
vanderlei.moreira@runforlife.com.br
www.runforlife.com.br
48 9944.4559 (matutino)

foto_mochila 

 

 

 

 

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24
ago

Seguem as principais características da trilha que faremos no próximo sábado, dia 28 às 09h.

TRILHA DE NAUFRAGADOS

Local: Extremo Sul da Ilha de Florianópolis
Extensão aproximada6 km
Grau de Dificuldade: fácil
Preparo Físico: médio
Tipo de Terreno: predominância da trilha de chão batido, intercalado com leves subidas e descidas com algumas pedras e vários cursos de água com cobertura da vegetação na maioria do percurso e algumas bifurcações
Atrações do Local: pequeno vilarejo, percurso açoriano, canhões, praia e o farol com vista panorâmica.

Orientações técnicas: esta é uma trilha que a família poderá participar, exigindo apenas um leve preparo físico. Perfeita para qualquer idade.

Portanto, preparem-se,
pois restam apenas 5 dias.

Esperamos sua confirmação.

Enviaremos mais informações na próxima terça, dia 24.

Obs. sugerimos que encaminhem este aos colegas de trabalho que apreciariam participar desta trilha. Obrigado.

Saudações Eco-esportivas,

___________________________
Vanderlei Moreira
Run For Life – Assessoria Esportiva
vanderlei.moreira@runforlife.com.br
www.runforlife.com.br
48 9944.4559 (matutino)

 

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24
ago

Local: Extremo Sul da Ilha de Florianópolis
Extensão aproximada6 km
Grau de Dificuldade: fácil
Preparo Físico: médio
Tipo de Terreno: predominância da trilha de chão batido, intercalado com leves subidas e descidas com algumas pedras e vários cursos de água com cobertura da vegetação na maioria do percurso e algumas bifurcações
Atrações do Local: pequeno vilarejo, percurso açoriano, canhões, praia e o farol com vista panorâmica.

Orientações técnicas: esta é uma trilha que a família poderá participar, exigindo apenas um leve preparo físico. Perfeita para qualquer idade.

Portanto, preparem-se,
pois restam apenas 5 dias.

Esperamos sua confirmação.

Enviaremos mais informações na próxima terça, dia 24.

Obs. sugerimos que encaminhem este aos colegas de trabalho que apreciariam participar desta trilha. Obrigado.

Saudações Eco-esportivas,

___________________________
Vanderlei Moreira
Run For Life – Assessoria Esportiva
vanderlei.moreira@runforlife.com.br
www.runforlife.com.br
48 9944.4559 (matutino)
foto_trihla

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23
ago

foto_vinicius por Vinícius Nunes

Certa vez, numa dessas reuniões de empresa, recebi um texto que mencionava algo sobre experiência profissional. Nele havia o questionamento sobre o tempo de carreira e as experiências adquiridas ao longo dele. No texto, havia um conflito entre o funcionário que aprendera o ofício em 1 dia e que passara a repetir por 10 anos sempre a mesma tarefa; já outro funcionário, com a metade do tempo de casa, aprendia a cada mês uma atividade nova. A conclusão que nos foi passada é que de nada valem 10 anos de repetição em comparação aos 5 anos de conhecimento.

Hoje, posso contar o que senti sobre trabalho repetitivo e novas técnicas. Para quem não me conhece, tenho 37 anos, casado e com 3 filhos. Comecei nas corridas de rua aos 17 anos, movido pela competitividade entre mim e o pai da minha namorada na ocasião. Paulo, o pai da donzela, era um cara gente boa, adorava esportes e corria frequentemente, mas tinha um defeito grave, era um tirador de sarro sem tamanho. Como não poderia deixar de ser, fui vítima de suas piadinhas, uma delas de não conseguir acompanhar ele nas corridas. Para não deixar o coroa fazer piadas, comecei a correr com ele. Foram vários treinos, excelentes momentos juntos e três São Silvestres. O namoro com a filha terminou, mas a amizade com o “sogrão” permanece até hoje.

 Aos 21 anos de idade, casei e fui pai meses depois… Vida de casado, filho recém-nascido, emprego novo, enfim, tudo conspirando contra minhas corridas. Naturalmente as responsabilidades foram aumentando e os treinos sendo deixados de lado. No total foram 16 anos engordando. Passei por uma Síndrome do Pânico, o que me tomou 1 ano de tratamento e me custou um bom emprego na época. Problemas superados e mais dois filhos na bagagem, eis que um belo dia, cansado de ficar sentado, comendo pacotes de bolacha e perdendo roupas por causa da barriga, decidi voltar no mesmo lugar onde treinava com 17 anos. Fui para o tudo ou nada, decidi que se conseguisse fazer uma volta voltaria a treinar, caso contrário, só voltaria para casa de ambulância. Loucura feita e 1.300m vencidos em 10 minutos, não precisei da ambulância, mas não aconselho ninguém a fazer o mesmo. Na ocasião, já com 36 anos, voltei meus treinamentos, nada específico, só rodagem. Utilizei meu conhecimento do passado e, como o funcionário do texto inicial, passei a repetir minha experiência.

 Seis meses após o retorno, fiz a prova 10km VW, dentro da fábrica de São Bernardo, fechei para 1h10min. Nada mal para um gordo, mas senti que os 18 kg a mais estavam atrapalhando. Ao longo de 26 meses após o retorno, continuei meus treinos de rodagem. Algumas provas concluídas e, agora com 70 kg (8 a menos), já fiz os 10 km para 56 minutos, mas percebi que algo não estava certo. Passei dos 1.200 km em 2 anos e não conseguia mais baixar meu tempo. Treinava e não melhorava nas provas, tudo bem que concluí uma meia maratona e 20 dias depois fiz os 25 km na Maratona de São Paulo, mas baixar tempo era praticamente impossível. Foi então que, por conselho da maratonista, jornalista e fotógrafa Fernanda Paradizo, fui apresentado ao Wanderlei de Oliveira, um profissional que sempre ouvi falar bem do seu trabalho. Ele me convidou a participar de algumas aulas, para conhecer o grupo, treinamento e ver o que achava…

Passados somente 8 treinos de trabalhos de qualidade, todos completamente diferentes do que eu vinha repetindo ao longo da minha experiência, fiz o teste dos 3000 metros, uma avaliação usada pelo Wanderlei para definir o estágio de cada aluno e, a partir do resultado, montar as planilhas de treinamento. Para minha surpresa, o tempo no teste foi de 14min57s, meu novo recorde! Número que nunca consegui alcançar, nem mesmo nos meus 18 anos de idade.

 Assim, como no texto inicial, eu era um funcionário que repetia os mesmos erros por anos e, nas mãos de um mestre, bastaram 8 treinos mais intensos e direcionados para superar uma marca que já nem sonhava mais. Agora fico imaginando quais serão os novos desafios a serem superados. Na verdade, tenho medo de onde posso chegar nas mãos do Wanderlei!

Foto: Tião Moreira

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22
ago
MARIA APARECIDA DE SOUZA SANTOS 29 F2529 40 02:01:27
PAULO DE MORAES BARROS 38 M3539 116 01:37:01
KELLY UEDA 33 F3034 192 02:11:32
PAULO DA CRUZ FERNANDES 45 M4549 220 01:43:11
JOSE RIBEIRO DE ANDRADE 42 M4044 292 01:46:49
LUIS HENRIQUE ZERBA CORREA 29 M2529 166 01:49:15
IVONE FERNANDES RAMOS 69 F6569 7 02:35:52
MARCELINO JOSE RODRIGUES 52 M5054 326 01:58:05
OSWALDO SILVEIRA 80 M8099 1 02:05:09
MILTON EGYDIO JURADO PAGANO 49 M4549 950 02:11:13
MARCELO DE MACEDO SANTOS 48 M4549 955 02:11:21
CONFUCIO R CAVALCANTE 64 M6064 216 02:18:40
WANDERLEI DE OLIVEIRA 51 M5054 113 01:43:24
PATRICIA RODRIGUES VISMARA 35 F3539 13 01:43:25
EGIDIO APARECIDO DE VASCONCELOS 54 M5054 80 01:39:22
ALCIDES GRANZIERA JUNIOR 54 M5054 55 01:36:39
MARIA APARECIDA DE MORAIS 46 F4549 293 02:30:20
NILSON FERNANDES ALBUQUERQUE 44 M4044 1336 02:35:12
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4
jul

Wilian dos Santos Pontes – 40:27
Abimael Alves Ribeiro – 41:32
Wanderlei de Oliveira – 44:42
Valdomiro Paulo Cocato – 46:06
Marcelo de Macedo Santos – 52:42
Milton Egydio Jurado Pagano – 53:17
Maria Aparecida de Souza Santos – 53:22
Marcelo Dantas dos Santos – 54:03
Kelly Ueda – 57:23
Ailton Bezerra dos Santos – 58:29
Nilson Fernandes Albuquerque – 58:45
Maria Aparecida de Morais – 1:02:03
Eliana Taira – 1:04:34
Ana Maria Adriano da Silva – 1:10:53
Luciana Adriano da Silva – 1:10:53
Vania Cristina Trevizan Benigno – 1:11:16
Adriana Missae Ieiri – 1:29:07

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28
jun

José Cassio de Oliveira – 39min14s
Ana Luiza dos Anjos Garcez – 39min37 (campeã geral feminino)
Flavio Augusto Fleury – 42min42s
Paulo Sergio de Melo – 43min41s
Patricia Rodrigues Vismara – 44min07s
Wanderlei de Oliveira – 45min01s
Flávio Cremaschi – 47min13s
João Carlos Ambrosano – 47min13s
Fernanda Paradizo – 48min25s
Aparecido Xavier Gomes – 48min33s
Marcelo Moreira Noronha – 50min31s
Antonio Vaz Pinto – 50min33s
Diogo Carmargo Galhardo – 54min02s

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9
mai
Nome Cat. Tempo Média Col.
Josinaldo Soares Ferreira M3539 00:38:16.77 03:49 15
Wilian dos Santos Pontes M4044 00:39:15.39 03:55 12
Luis Henrique Zerba Correa M2529 00:40:05.85 04:00 12
Ana Luiza dos Anjos Garcez F4549 00:40:29.78 04:02 3
 Carlos Henrique Alves Mateus M3539 00:41:11.85 04:07 30
Oliver de Paula M3539 00:43:30.14 04:21 38
Wanderlei de Oliveira M5054 00:44:38.45 04:27 32
 Flávio A. Fleury M5054 00:44:52.80 04:29 34
 Valdomiro Paulo Cocato M6569 00:46:11.97 04:37 7
Patricia Rodrigues Vismara F3539 00:46:25.26 04:38 4
 João Carlos Ambrosano M5054 00:48:26.66 04:50 70
Aparecido Xavier Gomes M3539 00:49:51.18 04:59  
Marcelo Moreira Noronha M3539 00:51:00.89 05:06  
Antonio Jose Vaz Pinto M4549 00:51:01.50 05:06  
 Marcelo de Macedo Santos M4549 00:51:23.19 05:08 134
 Solange Bhering F4549 00:51:29.23 05:08 15
Antonio Carlos Fiore M6064 00:51:55.94 05:11  
 Maria Aparecida de S.Santos F2529 00:54:15.79 05:25 12
Marcelo Dantas dos Santos M3539 00:54:19.69 05:25 159
 Tereza Alves Moreira F6064 00:55:20.41 05:32 6
 Kelly Ueda F3034 00:55:25.62 05:32 26
 Ailton Bezerra dos Santos M3034 00:59:58.82 05:59 238
 Wagner Rodolfo Wilke M4549 01:03:51.09 06:23 278
 Jacob Nahmias M7579 01:04:12.13 06:25 7
 Wilson Kirschner Amarante M5054 01:04:16.04 06:25 218
 Carlos Pimentel Galuppo M6064 01:04:16.14 06:25 85
 Edson Stéfano M4549 01:04:24.34 06:26 281
 Henrique Lederman M6569 01:04:25.06 06:26 33
 José Vitiello M4549 01:04:25.69 06:26 282
Denis Roberto Moreira Gavazzi M3539 01:04:32.43 06:27 281
 Ivone Fernandes Ramos F6569 01:05:07.14 06:30 8
 Eliana Taira F3034 01:05:07.37 06:30 69
 Silvana Franzoi Wilke F4549 01:05:18.62 06:31 70
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