Archive for setembro, 2009

13
set

A ex-menina de rua Ana Luiza Garcez, a Animal, venceu neste domingo, dia 13 de setembro, a Corrida Pela Paz Caixa, prova de 8 km realizada no novo cartão-postal da cidade de São Paulo, a Ponte Estaiada. A competição, que largou às 8 horas da manhã, reuniu 3,5 mil participantes.

A atleta Run For Life, que na semana passada correu a Meia maratona do Rio de Janeiro para 1h32 e foi a 2ª colocada na categoria 45-49 anos, completou os 8 km para 32min33s, com grande vantagem em relação à 2ª colocada, Vivian de Oliveira, que fechou a prova em 34min16s.

Quem venceu a prova no masculino foi o atleta Adriano Bastos, com 25min20s, seguido de Antônio da Costa, que ficou na 2ª colocação, com 25min25s.

Resultados
Feminino
1. Ana Luiza dos Anjos Garcez – 32min33s
2. Vivian de Oliveira – 34min16s
3. Andreia Hessel – 34min44s
4. Josefa Maria da Silva – 35min04s
5. Ana Rosa Fernandes – 36min54s

Masculino
1. Adriano Bastos – 25min20s
2. Antônio José da Costa – 25min25s
3. Ronicesse Felix de Lima – 26min07s
4. Edmilson de Cassio Horacio – 27min05s

5. Assis de Souza – 27min11s

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10
set

foto_SSNa próxima segunda-feira, dia 14 de setembro, Wanderlei de Oliveira fará uma apresentação aos jornalistas sobre a São Silvestre, que completa este completa 85 anos. O objetivo, além de explicar tudo sobre a corrida, é mostrar que a maior prova da América Latina também pode ser vencida por corredores comuns e sedentários, como a maioria dos jornalistas. Basta treinar! E esta preparação para os jornalistas está sendo oferecida pelo Wanderlei de Oliveira e sua equipe sem qualquer custo. Basta ter vontade de participar.

Vários jornalistas já viveram essa experiência, como o repórter da TV Globo César Augusto, que encarou o desafio em 1992. Na época, César descreveu a experiência como uma vitória pessoal que fez um sedentário perder 13 quilos em quatro meses de treino. Outra que participou desse desafio foi a jornalista do Estadão Irene Ruberti, que aceitou o convite para correr a prova em 2004. Irene ressaltou a oportunidade de poder apreciar a bela arquitetura do centro de São Paulo sem carros e sem barulho.

Os treinos serão realizados em dois períodos. E aqueles que quiserem participar, basta aparecer no local abaixo dentro do horário estabelecido.

Local: Pista de atletismo do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães ao lado do Ginásio do Ibirapuera

Programação – período da manhã:
6h00 – chegada no Centro de Excelência de Atletismo
6h10 – início dos alongamentos com o grupo
6h35 – trote na pista provisória para o grupo e explicação do programa de preparação (levar toalha, bermuda, camiseta e agua)
7h30 – término do encontro

Programação – período da noite:
18h00 – chegada no Centro de Excelência de Atletismo
18h10 – início dos alongamentos com o grupo
18h35 – trote na pista provisória para o grupo e explicação do programa de preparação (levar toalha, bermuda, camiseta e agua)
19h30 – término do encontro

Estamos no começo de setembro e há muito tempo para se preparar.

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9
set

por César Augusto*

Foi tão marcante que até hoje as pessoas me encontram na rua e perguntam: “não foi você que correu a São Silvestre?” eu mesmo… A idéia do Vander Pereira (um editor da TV GLOBO na época) era mostrar para o público como seria possível uma pessoa de vida sedentária correr a São Silvestre…me contou… me convidou… e eu topei… entramos em contato com o Wanderlei de Oliveira… ele seria o responsável pela transformação…

O Wanderlei elaborou todo o programa de treinamentos ao lado de outros profissionais (o médico e fisiologista Renato Lotufo e a nutricionista Patrícia Bertolucci)… academia e treinos no Parque do Ibirapuera… Ah, também teve um treino perto de Alphaville que eu me lembro até hoje, já foi no final da preparação. Puxado e gostoso. A evolução em quase 4 meses foi impressionante e finalmente, no dia 31 de dezembro de 1992 eu estava pronto para a São Silvestre…o que tornava tudo mais difícil era que uma câmera me acompanhava durante o percurso e muita gente queria aparecer para dar um alozinho… então eu e o Wanderlei acabamos correndo mo meio de um “bolo” de gente… na época ninguém ficou sabendo mas a moto que me acompanharia com a câmera me esperou no lugar errado e perdemos muito tempo voltando uns 300 metros na contramão (subindo a consolação) para encontrá-la… por causa disso acabamos saindo do tempo previsto pela transmissão e pediram pelo fone que eu desistisse no viaduto do chá… conversei com o Wanderlei, aceleramos e completamos a prova num tempo razoável para quem nunca tinha corrido na vida.. 1 hora e 44 minutos…

Uma hora a mais do que o campeão… mas é uma vitória… na época eu emagreci 13 quilos…depois disso engordei tudo e mais um pouco… bati os 99 quilos (tenho 1,84 de altura)… mas a felicidade me levou de volta para a vida saudável…conheci uma garota maravilhosa, a Luciana… daquelas que mostram que o sinônimo de paixão é mesmo eternidade… voltei a correr… baixei para 75 quilos (prometi pra Lu que vou engordar uns 3)…outro dia até corri com um amigo, o Chico, e a namorada dele, a Fernanda, uma prova no centro antigo de São Paulo…estou me sentindo muito melhor… fisicamente, mentalmente, espiritualmente e sentimentalmente… e a vida vai ficando cada vez mais bonita… e a paixão cada vez maior… quem sabe um dia eu e o Wanderlei não voltamos a correr a São Silvestre… quem sabe…”

* Depoimento de 2006 do repórter César Augusto da TV GLOBO, hoje morando nos Estados Unidos com a sua esposa e também repórter Luciana.

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9
set

por Irene Ruberti*

São Pedro e São Silvestre atenderam às preces e uma providencial frente fria chegou a São Paulo baixando a temperatura bem na largada da prova feminina da 79.ª Corrida de São Silvestre. Se percorrer os 15 quilômetros de subidas e descidas do percurso já não é fácil, ainda mais com os termômetros marcando mais de 30 graus. A 15 minutos da largada uma multidão colorida se agita à espera do início da corrida.

Disfarçar a ansiedade e a emoção não é fácil. Há algo de especial na São Silvestre. Talvez seja o clima de pré-réveillon, talvez a presença do público que está ali para ver os corredores passarem, torcer, incentivar. Em pouco mais de seis meses de treino participei de algumas corridas, mas nada que se compare à experiência de fazer parte de uma São Silvestre.

Às 15h15 começa a prova e manter o ritmo é fundamental. O percurso é longo e é preciso poupar energia. Mesmo assim passo o primeiro quilômetro 1 minuto e dez segundos abaixo do que o meu técnico, Wanderlei de Oliveira, tinha previsto para a minha corrida. É preciso desacelerar. No segundo quilômetro encontro uma das minhas companheiras de treino: Mitico Nakatani, de 71 anos. Aproveito para acompanhá-la, amparada na sua experiência de vencer oito São Silvestres na sua categoria. E aproveito também carona na sua torcida. Quando entramos na Ipiranga o público vibra ao ver aquela senhora de um pouco mais de 1,40 metro de altura, de óculos, superconcentrada. “Vamos lá, tiazinha”, “Que linda. Força, vovó”, grita o público. Passo o quarto quilômetro dois minutos mais rápido que o meu tempo previa. Decido deixar a dona Mitico ir e vou atrás do meu ritmo. A chuva é um refresco. E veio na medida certa: um temporal encharcaria os tênis e dificultaria a prova.

A São Silvestre também é um forma de se conhecer a cidade – sem carros, sem barulho. Percorrendo as ruas, principalmente do centro, dá para apreciar a arquitetura de prédios antigos, descobrir lojas, ruas, praças. Atravessar o Elevado Costa e Silva correndo também é uma experiência nova. Os moradores dos apartamentos assistem aos corredores passando na frente de suas janelas.

É como se as corredoras estivessem atravessando o quintal da casa deles. Por onde passa, o grupo de corredoras contagia a multidão, que pede mais fôlego e mais coragem. No meio do público uma mulher grita: “Onde estão as mulheres mais bonitas da São Silvestre?” A mulherada na corrida se anima e grita em coro: “Aqui.” E as mulheres dão exemplo de cidadania: enquanto os homens se acotovelam, elas pedem até licença para passar e se desculpam por esbarrões.

A Brigadeiro Luís Antônio leva a fama de vilã, mas outros trechos de subida testam as competidoras. Chega o Viaduto do Chá, o Largo São Francisco. E finalmente a Brigadeiro, a temida, o trecho mais difícil, mas também sinal de que a chegada se aproxima. São só mais três quilômetros. Por mais difícil que seja é preciso manter o ritmo – não andar na subida é questão de honra. Me concentro, lembro dos meus treinos, que nos últimos meses chegaram a cerca de 50 quilômetros por semana com a equipe Run For Life, e mais sessões de musculação e natação. E vem a Paulista. São só mais 400 metros até a chegada. Parece incrível que a prova já está acabando. Fecho com 1h30. E eu que achava que não faria em menos de 1h45. Foi a minha primeira São Silvestre. Mas com certeza não foi a última.

 * Matéria publicada em 2004, por Irene Ruberti, é editora-assistente de Cidades do Estadão

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7
set

trofeusp_0773A ex-menina de rua Ana Luiza dos Anjos Garcez, a Animal, foi a 2ª colocada na Meia maratona do Rio de Janeiro, que aconteceu no domingo, dia 6 de setembro. A atleta Run For Life, que foi campeã máster em duas meias maratonas internacionais no ínício do ano (Disney e Miami), finalizou a prova em 1h32min45s. Prestes a completar 47 anos de idade, Aninal, que foi destaque da revista Runner’s deste mês e também do programa Vamos Correr, da ESPN Brasil, segue agora sua preparação visando as provas menores para que, no final do ano, posssa repetir o pódio de campeã da categoria na principal corrida do Brasil, a São Silvestre.

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7
set

Ana Luiza dos Anjos Garcez – 1h32min45s (2ª na categoria 45-49 anos)
Wilian dos Santos Pontes – 1h33min21s
Nilton Maria – 1h48min22s
Paulo Fernandes– 1h48min22s
José Ribeiro de Andrade – 1h38min43s
Adriana Marmo – 2h14min23s
José Eduardo Barella – 2h32min43s

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