Archive for maio, 2010

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mai
Nome Cat. Tempo Média Col.
Josinaldo Soares Ferreira M3539 00:38:16.77 03:49 15
Wilian dos Santos Pontes M4044 00:39:15.39 03:55 12
Luis Henrique Zerba Correa M2529 00:40:05.85 04:00 12
Ana Luiza dos Anjos Garcez F4549 00:40:29.78 04:02 3
 Carlos Henrique Alves Mateus M3539 00:41:11.85 04:07 30
Oliver de Paula M3539 00:43:30.14 04:21 38
Wanderlei de Oliveira M5054 00:44:38.45 04:27 32
 Flávio A. Fleury M5054 00:44:52.80 04:29 34
 Valdomiro Paulo Cocato M6569 00:46:11.97 04:37 7
Patricia Rodrigues Vismara F3539 00:46:25.26 04:38 4
 João Carlos Ambrosano M5054 00:48:26.66 04:50 70
Aparecido Xavier Gomes M3539 00:49:51.18 04:59  
Marcelo Moreira Noronha M3539 00:51:00.89 05:06  
Antonio Jose Vaz Pinto M4549 00:51:01.50 05:06  
 Marcelo de Macedo Santos M4549 00:51:23.19 05:08 134
 Solange Bhering F4549 00:51:29.23 05:08 15
Antonio Carlos Fiore M6064 00:51:55.94 05:11  
 Maria Aparecida de S.Santos F2529 00:54:15.79 05:25 12
Marcelo Dantas dos Santos M3539 00:54:19.69 05:25 159
 Tereza Alves Moreira F6064 00:55:20.41 05:32 6
 Kelly Ueda F3034 00:55:25.62 05:32 26
 Ailton Bezerra dos Santos M3034 00:59:58.82 05:59 238
 Wagner Rodolfo Wilke M4549 01:03:51.09 06:23 278
 Jacob Nahmias M7579 01:04:12.13 06:25 7
 Wilson Kirschner Amarante M5054 01:04:16.04 06:25 218
 Carlos Pimentel Galuppo M6064 01:04:16.14 06:25 85
 Edson Stéfano M4549 01:04:24.34 06:26 281
 Henrique Lederman M6569 01:04:25.06 06:26 33
 José Vitiello M4549 01:04:25.69 06:26 282
Denis Roberto Moreira Gavazzi M3539 01:04:32.43 06:27 281
 Ivone Fernandes Ramos F6569 01:05:07.14 06:30 8
 Eliana Taira F3034 01:05:07.37 06:30 69
 Silvana Franzoi Wilke F4549 01:05:18.62 06:31 70
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mai

mitico_

Mitico Nakatani, 78 anos, começou a praticar caminhada aos 57 anos por recomendação médica, fora enferma por mais de 10 anos e freqüentemente era carregada pelo marido. Estreou na Maratona de Nova York em 2000.   Venceu os 10 K da Tribuna em 2000, 2001 e 2003 onde estabeleceu sua melhor marca de 51min44. Campeã da corrida internacional de São Silvestre por 10 vezes consecutiva em sua faixa etária, é recordista brasileira dos 800 metros (3min41seg), dos 1.500 metros (7min25seg), dos 3.000 metros (15min32), recorde sul americano e dos 3.000 metros de marcha atlética (21min30). Primeira brasileira a conquistar o Campeonato Mundial de Maratona (42.195 metros) em 2005 na Espanha. Seu melhor resultado na distância é de 4h13 na Maratona de Paris em 2004.

Especialista em alta costura, também é expert em culinária japonesa.

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mai

magrao01por Milton Egydio Pagano*

Como todo garoto que adora jogar futebol, este cidadão que vos escreve também foi peladeiro, boleiro e um pouco perna de pau, mas entre tantos outros adjetivos, tinha um sonho. Queria ser jogador de futebol.

Bom zagueiro, alto, técnica apurada. Nossa!!! Eu era o jogador ideal para substituir a geração que foi Tricampeão Mundial na Copa do Mundo de 1970, com Pelé, Rivellino, Tostão, Gerson, Jairzinho… Afinal de contas o Mundial de 74 estava próximo. Que maravilha!!!

Sonho a vista, então vamos à luta.

Por volta dos 11 ou 12 anos, a primeira dividida. E que paulada!!! Essa doeu!!!

A primeira oportunidade aconteceu no início dos anos 70. Estádio Conde Rodolfo Créspi, mais conhecido como Rua Javari. A tão sonhada chance apareceu no glorioso Clube Atlético Juventus.

A popular peneira, estava marcada. Mais ou menos 50 garotos prontos para o grande teste.

O treino até foi bom, mas comecei a perceber que as minhas habilidades não eram tão bem apuradas quanto imaginava, e que eu jogava bem menos que pensava. O técnico ainda me dizia: “vai levar a bola pra casa é?… passa a bola, seu fominha” ou “esporte é coletivo… aprende uma coisa: ninguém faz nada sozinho”. Não me contive e num determinado momento mandei ele tomar naquele lugar. Imediatamente, este craque de primeira linha foi convidado a se retirar do gramado, ou melhor, expulso de campo. O técnico, até foi bem legal. Falou que eu era bom pra caramba, tinha futuro, mas que eu não estava numa tarde muito inspirada.

Agradeceu, e pediu carinhosamente para eu nunca mais voltar.

E assim, sucessivamente as coisas se repetiram na Ponte Preta em Campinas, no Santo André, na Portuguesa …E a carreira que mal havia começado já estava encerrada.

Certo de que o Brasil tinha acabado de perder o jogador que poderia ser o maior craque de todos os tempos decidi que quando crescer ia ser jornalista esportivo.

Eu até comentei com meu pai e minha mãe, mas como mãe é mãe, e nunca fala não, ela apenas disse: Meu Deus!!!!

Os anos se passaram e em meados dos anos 80 me formei em jornalismo. Por obra do destino comecei a trabalhar em TV e produtoras de vídeo. Num desses trabalhos começamos a produzir um vídeo sobre escolinhas de futebol, já que estávamos a poucos meses do início da Copa do Mundo de 1990. Fizemos o nosso documentário com base nos treinamentos dos Pequeninos do Jockey, uma tradicional escolinha de futebol que anualmente levava garotos dos 10 aos 15 anos para disputar torneios de verão na Europa. Entre uma gravação e outra tivemos contato com uma equipe de veteranos que havia sido convidada para disputar alguns torneios na Finlândia e também na extinta União Soviética.

Magrão na época do futebolO fato me pareceu curioso. Nem tanto para a produção do documentário, mas  para uma possível satisfação pessoal. Pensei: Já imaginou eu jogando na União Soviética? A minha chance é agora!!!!

Conversei com o técnico…. Falei da minha precoce carreira de jogador de futebol que nem havia acontecido, e fui convidado a treinar com os “velhinhos” de mais de 30 anos.

Foram pouco mais de quatro meses de treinos e cada vez que eu pegava na bola, aquela mensagem de anos atrás vinha na minha cabeça: ESPORTE É COLETIVO!!! NINGUÉM FAZ NADA SOZINHO!!! NÃO MANDA NINGUÉM TOMAR NAQUELE LUGAR!!!

Valeu a pena. Viajamos boa parte da Europa, não ganhamos nada e tomei um fogo de  vodka na União Soviética. Fui afastado do time mas voltei feliz.

Mais alguns anos se passaram e agora me vejo onde? Correndo!!! Mas correr pra que? Correr pra onde?

Eu não tinha a mínima idéia. A brincadeira começou em agosto de 2008, quando o nosso colega de treino e amigo de trabalho, Carlos Mateus, me incentivou para deixar um pouco a esteira da academia de lado e participar dos 9 km da Corrida Bovespa no Centro Histórico de São Paulo. No inicio achei a idéia do nosso querido amigo um tanto quanto absurda e quase mandei ele tomar naquele lugar. Ainda citei uma velha frase de um colega que trabalha com a gente na TV, o Giba. “Correr é coisa pra cavalo”. Passaram-se alguns dias, pensei… pensei e resolvi aceitar o desafio. Quando terminei a prova, eu mal havia percebido que tinha acabado de ser picado pelo que costumamos falar “mosquito da corrida”. A partir daquele dia comecei a participar de varias provas, até que no início do ano passado, por intermédio do próprio Carlão, conheci o Wanderlei de Oliveira e todos os amigos da Run For Life. A partir daí todos já sabem o que poderia acontecer. Treinos e mais treinos, rodagens, orientação, cobrança, avaliação, determinação, desafios e muita corrida.

Motivado, porém sem muita noção do que estava fazendo, resolvi participar pela primeira vez de uma meia maratona. Um verdadeiro tiro no escuro.

Seguindo as ordens do nosso exigente treinador, tentei fazer uma preparação quase perfeita com alimentação correta, hidratação e descanso. Um dia antes da prova, tudo já estava pronto. Tênis, shorts, meias, boné e dinheiro no bolso para voltar de táxi, porém um churrasco na casa de alguns amigos na noite de sábado me deixou um pouco preocupado. O dia amanheceu rápido e lá vou eu para a XI Meia Maratona Internacional da Corpore.

Preocupado no início e feliz no final. “O percurso foi feito em 2h12’18”. Seguindo rigorosamente as dicas do nosso colega Wilson, fui com detalhes observando a paisagem. Segundo ele, a prova passaria bem mais rápida. E passou mesmo. Quero agradecer também a Solange, Verinha e a Kelly nos treinamentos feitos na Serra do Mar. À Patrícia, que me ajudou a superar aquela quase interminável subida em Campos do Jordão, ao Dodô pela experiência que faz a gente aprender sempre a cada corrida,

Ao Dr. Pimentel, que não me abandonou e foi o primeiro a me socorrer e me medicar na fratura por stress. Ao Rubão, às meninas da PM e a todo o pessoal que treina de noite comigo. Aos speeds da manhã, que a cada treino me fazem ter a ilusão que um dia poderei chegar mais perto deles, e à turma que vem logo atrás e me obriga a correr mais porque sei que no final de cada treinamento estão chegando ao meu lado.

Agradeço também ao Wanderlei pela atenção, dedicação, paciência e por me fazer voltar no passado e mostrar que, como toda modalidade esportiva, correr também é um esporte coletivo e que ninguém faz nada sozinho.

Mais uma vez obrigado a todos. Os meus méritos serão sempre divididos com vocês.

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* Milton Egydio Pagano (o Magrão), 48, jornalista, foi professor da Faculdade Metodista de 1989 a 1991. É editor de texto da TV Gazeta desde 1997.

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